CEAP lança Bitedô, e representante da CCIR participa de caminhada pela liberdade religiosa na Bahia

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CEAP lança Bitedô, e representante da CCIR participa de caminhada pela liberdade religiosa na Bahia
O Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP) realizará a mesa-redonda "Herança Cultural Jejê-Nagô no Brasil", com debates e lançamento do livro “Bitedô – Onde Moram os Nagôs: Redes de Sociabilidades Africanas na Formação do Candomblé Jêje-Nagô no Recôncavo baiano”, do professor, historiador e antropólogo Luiz Cláudio Nascimento. O evento vai acontecer no dia 26 de novembro, sábado, a partir das 17h, no auditório do Centro de Artes Humanidades e Letras (CAHL), da Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB), em Cachoeira. Religiosos e o autor do livro vão compor as mesas do evento. Na ocasião, haverá uma apresentação de ogãs de Jejê, além de confraternização. No dia seguinte, acontece a segunda Caminhada do Recôncavo, com o tema “ O Povo de Santo pela liberdade religiosa”. O interlocutor da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) e conselheiro estratégico do CEAP, Ivanir dos Santos, participa das duas atividades.
Bitedô
À mesa, Babá PC (Axé Oxumarê); Mejitó Índia (Bogun); Ogã Buda (Sejá Hundê); Ogã Márcio (Huntoloji); o autor de “Bitedô – Onde moram os Nagôs”, Luiz Cláudio Nascimento; o conselheiro estratégico do CEAP,  babalawo Ivanir dos Santos; e o diretor da CAHL, Prof. Dr. Xavier Vatin.
“Bitedô – Onde Moram os Nagôs”, editado pelo CEAP, trata de uma pesquisa feita por Nascimento, ou Cacau Nascimento (como é conhecido), sobre as raízes do Candomblé trazidas por famílias africanas que se instalaram no Recôncavo Baiano, em meados do século XIX. Nela, a trajetória da família de Zé do Brechó e Salacó sinaliza a importância das identidades cultural e religiosa para o povo Jêje-Nagô, que se instalou no município de Cachoeira, em São Félix, na Bahia.
“São dois irmãos que viviam no imaginário popular. A pesquisa derruba a lenda e marca o registro histórico dos irmãos José Maria de Belchior, nascido em 1837, conhecido como Zé do Brechó, e Antonio Maria de Belchior, nascido em 1840, conhecido como Salacó, dentre oito irmãos. O livro mostra a trajetória dessa família e seu grande legado para a o chamado Candomblé de Jêje”, diz Ivanir dos Santos.
O trabalho realizado pelo professor Cacau Nascimento, natural de Cachoeira, foi fruto de uma pesquisa de anos, e resultou na dissertação de mestrado defendida no Programa de Pós-Graduação Multidisciplinar em Estudos Étnicos e Africanos, da Universidade Federal da Bahia.
Caminhada
Com o tema “O Povo de Santo pela liberdade religiosa”, os terreiros das religiões de matriz africana dos municípios que integram o Território do Recôncavo realizam, no dia 27 de novembro (domingo), na cidade de Cachoeira, a “II Caminhada do Recôncavo”. A atividade tem o objetivo de convidar a população baiana a caminhar em prol da liberdade de crença, direito previsto na Constituição Federal, e do respeito aos cultos religiosos.
A Caminhada reunirá o povo de santo de diversas nações do Candomblé, da Umbanda e do Culto aos Caboclos, e terá como um dos principais pilares a luta pela liberdade religiosa, frente aos ataques e agressões aos quais as comunidades religiosas são atingidas devido à intolerância religiosa.
Intolerância religiosa
Fato que motivou a realização da primeira caminhada, em 2010, foi uma série de ataques sofridos pelo Terreiro Zogbodo Malê Bogum Seja Unde (Roça do Ventura), que teve suas terras invadidas e 12 hectares devastados pela ação de grileiros e especulação imobiliária. Em janeiro deste ano, este terreiro cachoeirano, um dos mais antigos do País, foi tombado provisoriamente pelo IPHAN como patrimônio cultural do Brasil. Nesse sentido, o povo de santo se reúne, mais uma vez, para caminhar em prol da liberdade religiosa e pela valorização e preservação da religião, com o respeito aos seus cultos e terras sagradas.
Este ano, junto à II Caminhada do Recôncavo, acontece a produção de um documentário de registro e memória do povo de santo daquela região. Registro que fará parte das ações para efetivação do tombamento da Roça do Ventura e material importante para o povo de santo e sua luta pela liberdade de fé.
A “II Caminhada do Recôncavo – O Povo de Santo pela liberdade religiosa” tem patrocínio do projeto Novembro Negro da Secretaria Estadual de Promoção da Igualdade (SEPROMI) e é uma realização do Terreiro Seja Unde e Munzanzu Produções.
SERVIÇO BITEDÔ:
Mesa-redonda "Herança cultural Jejê-Nagô no Brasil" e lançamento do livro “Bitedô - Onde Moram os Nagôs”
Dia: 26 de novembro (sábado)
Horário: 17h
Local: auditório do Centro de Artes Humanidades e Letras (CAHL), da Universidade Federal do Recôncavo Baiano
Endereço: Rua Maestro Irineu Sacramento, s/ n, Quarteirão Leite Alves - UFRB - Cachoeira - Bahia
II Caminhada do Recôncavo – O Povo de Santo pela liberdade religiosa
Programação
Concentração: Rua da Feira
Horário: 9h
Encerramento: 12h, na Praça da Aclamação
Atrações culturais: Samba de Dona Dalva, Esmola Cantada, Jêje-nago, Samba de roda Filhos do Caquende e Olodum
Informações:
Presidente da Sociedade Religiosa da Roça do Ventura
Edvaldo Buda: (75) 9108-2369
Produção:
Juê Olivia: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. – 71 9113-3182
Virgínia Nunes: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. - 71 9161-3849

O Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP) realizará a mesa-redonda "Herança Cultural Jejê-Nagô no Brasil", com debates e lançamento do livro “Bitedô – Onde Moram os Nagôs: Redes de Sociabilidades Africanas na Formação do Candomblé Jêje-Nagô no Recôncavo baiano”, do professor, historiador e antropólogo Luiz Cláudio Nascimento. O evento vai acontecer no dia 26 de novembro, sábado, a partir das 17h, no auditório do Centro de Artes Humanidades e Letras (CAHL), da Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB), em Cachoeira. Religiosos e o autor do livro vão compor as mesas do evento. Na ocasião, haverá uma apresentação de ogãs de Jejê, além de confraternização. No dia seguinte, acontece a segunda Caminhada do Recôncavo, com o tema “ O Povo de Santo pela liberdade religiosa”. O interlocutor da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) e conselheiro estratégico do CEAP, Ivanir dos Santos, participa das duas atividades.

Bitedô

 
À mesa, Babá PC (Axé Oxumarê); Mejitó Índia (Bogun); Ogã Buda (Sejá Hundê); Ogã Márcio (Huntoloji); o autor de “Bitedô – Onde moram os Nagôs”, Luiz Cláudio Nascimento; o conselheiro estratégico do CEAP,  babalawo Ivanir dos Santos; e o diretor da CAHL, Prof. Dr. Xavier Vatin.

“Bitedô – Onde Moram os Nagôs”, editado pelo CEAP, trata de uma pesquisa feita por Nascimento, ou Cacau Nascimento (como é conhecido), sobre as raízes do Candomblé trazidas por famílias africanas que se instalaram no Recôncavo Baiano, em meados do século XIX. Nela, a trajetória da família de Zé do Brechó e Salacó sinaliza a importância das identidades cultural e religiosa para o povo Jêje-Nagô, que se instalou no município de Cachoeira, em São Félix, na Bahia.

“São dois irmãos que viviam no imaginário popular. A pesquisa derruba a lenda e marca o registro histórico dos irmãos José Maria de Belchior, nascido em 1837, conhecido como Zé do Brechó, e Antonio Maria de Belchior, nascido em 1840, conhecido como Salacó, dentre oito irmãos. O livro mostra a trajetória dessa família e seu grande legado para a o chamado Candomblé de Jêje”, diz Ivanir dos Santos.

O trabalho realizado pelo professor Cacau Nascimento, natural de Cachoeira, foi fruto de uma pesquisa de anos, e resultou na dissertação de mestrado defendida no Programa de Pós-Graduação Multidisciplinar em Estudos Étnicos e Africanos, da Universidade Federal da Bahia

 
Caminhada

 Com o tema “O Povo de Santo pela liberdade religiosa”, os terreiros das religiões de matriz africana dos municípios que integram o Território do Recôncavo realizam, no dia 27 de novembro (domingo), na cidade de Cachoeira, a “II Caminhada do Recôncavo”. A atividade tem o objetivo de convidar a população baiana a caminhar em prol da liberdade de crença, direito previsto na Constituição Federal, e do respeito aos cultos religiosos. A Caminhada reunirá o povo de santo de diversas nações do Candomblé, da Umbanda e do Culto aos Caboclos, e terá como um dos principais pilares a luta pela liberdade religiosa, frente aos ataques e agressões aos quais as comunidades religiosas são atingidas devido à intolerância religiosa.

Intolerância religiosa

   Fato que motivou a realização da primeira caminhada, em 2010, foi uma série de ataques sofridos pelo Terreiro Zogbodo Malê Bogum Seja Unde (Roça do Ventura), que teve suas terras invadidas e 12 hectares devastados pela ação de grileiros e especulação imobiliária. Em janeiro deste ano, este terreiro cachoeirano, um dos mais antigos do País, foi tombado provisoriamente pelo IPHAN como patrimônio cultural do Brasil. Nesse sentido, o povo de santo se reúne, mais uma vez, para caminhar em prol da liberdade religiosa e pela valorização e preservação da religião, com o respeito aos seus cultos e terras sagradas.

Este ano, junto à II Caminhada do Recôncavo, acontece a produção de um documentário de registro e memória do povo de santo daquela região. Registro que fará parte das ações para efetivação do tombamento da Roça do Ventura e material importante para o povo de santo e sua luta pela liberdade de fé. 

A “II Caminhada do Recôncavo – O Povo de Santo pela liberdade religiosa” tem patrocínio do projeto Novembro Negro da Secretaria Estadual de Promoção da Igualdade (SEPROMI) e é uma realização do Terreiro Seja Unde e Munzanzu Produções. 

SERVIÇO BITEDÔ:

Mesa-redonda "Herança cultural Jejê-Nagô no Brasil" e lançamento do livro “Bitedô - Onde Moram os Nagôs”

Dia: 26 de novembro (sábado)

Horário: 17h

Local: auditório do Centro de Artes Humanidades e Letras (CAHL), da Universidade Federal do Recôncavo Baiano

Endereço: Rua Maestro Irineu Sacramento, s/ n, Quarteirão Leite Alves - UFRB - Cachoeira - Bahia

II Caminhada do Recôncavo – O Povo de Santo pela liberdade religiosa

 
Concentração: Rua da Feira

Horário: 9h

Encerramento: 12h, na Praça da Aclamação

Atrações culturais: Samba de Dona Dalva, Esmola Cantada, Jêje-nago, Samba de roda Filhos do Caquende e Olodum

Informações:

Presidente da Sociedade Religiosa da Roça do Ventura Edvaldo Buda: (75) 9108-2369
Produção:Juê Olivia: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. – 71 9113-3182Virgínia Nunes: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. - 71 9161-3849

 

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