Conselho - Prêmio 2011

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Conselho do Prêmio Camélia da Liberdade 2011

O Conselho de Premiação do Prêmio Camélia da Liberdade é formado por membros da sociedade brasileira, com destacado conhecimento na execução e abrangência das Ações Afirmativas.

Mais que um Conselho de notáveis, o objetivo do Centro de Articulação de Populações Marginalizadas é reunir pessoas que, comprovadamente, possuem histórias de luta no combate à deisgualdade racial e étnica da sociedade brasileira. As personalidades que o compoem são:

Álvaro Pereira do Nascimento

Concluiu sua graduação em História pela Universidade Federal Fluminense. Logo após, foi para Campinas e iniciou mestrado na Universidade Estadual de Campinas, com bolsa do CNPq. Passados poucos meses do fim do mestrado, ingressou no doutorado, na mesma instituição, onde recebeu o título de doutor em História Social, com bolsa da Fapesp.

Lecionou em universidades particulares até o início de seu pós-doutoramento na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e, depois, na Northwestern University, Evanston, Estados Unidos, com financiamento da Rockefeller Foundation Humanities Fellowship Program. Apresentou trabalhos no Brasil, Canadá, Portugal, Porto Rico, Argentina e Estados Unidos.

É professor dos cursos de graduação pós-graduação em História da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e pesquisador do Centro de Estudos dos Oitocentos, sistema Pronex/ CNPq, Faperj, do Procad Capes (UFRRJ, UFRGS e UFSC), além do projeto Pensa Rio (UFRRJ – UFRJ, CNPq-Faperj).

Já ganhou o Prêmio Arquivo Nacional de Pesquisas, tendo sua dissertação de mestrado publicada, com o título “A Ressaca da Marujada: Recrutamento e Disciplina na Armada Imperial”, em 2001. Sua tese de doutorado foi vencedora do Concurso de Teses de Doutorado sobre Relações Raciais e Cultura Negra no Brasil.

 

Azoilda Loretto da Trindade

Nasceu no Rio de Janeiro. Psicóloga e pedagoga, especialista em Orientação Educacional e Sociologia; mestre em Educação com a dissertação “O Racismo no Cotidiano Escolar”; e doutora em Comunicação e Cultura com a tese “A Formação da Imagem da Mulher Negra na Mídia”.

Ativista da luta contra o racismo, é, também, consultora, assessora, coordenadora pedagógica de vários projetos ligados à temática da multiculturalidade, diversidade cultural e relações etnicorraciais em articulação com a educação e práticas emancipatórias em organizações escolares e não-escolares.

Autora de vários textos sobre as temáticas da diversidade cultural e étnica relacionadas à educação.

 

Angélica Basthi

É mestre em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Autora do livro “Pelé estrela negra em campos verdes, coleção Personalidades Negras”, ed. Garamond (2008), e do Guia para Jornalistas sobre Gênero, Raça e Etnia, publicado pela ONU Mulheres e Fenaj (2011). É pós-graduada em História da África e Gestão em Direitos Humanos pela Universidade Cândido Mendes.

É coordenadora do Prêmio Nacional Jornalista Abdias Nascimento e coordenadora Pedagógica do Curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas promovido pela ONU Mulheres e pela FENAJ (2011), além de ser professora convidada do Curso de Pós-Graduação sobre a História da África e do Negro no Brasil (UCAM), e leciona no Projeto A Cor da Cultura, da Fundação Roberto Marinho.

Também membro da Coordenação da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial, a Cojira- Rio. Como jornalista, atuou como repórter de economia e de cultura em veículos como o jornal Gazeta Mercantil e o Grupo Manchete. Também trabalhou como consultora de mídia na gestão pública estadual e em organizações de defesa dos direitos humanos no Brasil. No mestrado, foi bolsista do Programa Internacional de Bolsas da Fundação Ford com foco nas práticas comunicativas e de ressignificação de organizações de mulheres negras.

 

Giovanni Harvey

Diretor Executivo da Incubadora Afro-Brasileira,  Diretor de Relações Institucionais do Instituto de Pesquisas e Ação Comunitária – IPAC.

É consultor de Estratégia e Conteúdo de diversas instituições públicas e privadas. Sua experiência institucional adquiriu visibilidade a partir do mandato de presidente do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal Fluminense, em 1988.

No início da década de noventa, foi diretor de Recursos Humanos da Companhia Mercantil Itaipava e, posteriormente, diretor de Relações com o Mercado da consultoria “Grifo Enterprises”.

Fundou, em 1994, a empresa “Giovanni Harvey Seguros & Previdência” e atuou no mercado financeiro por 11 anos. Ao longo deste período, se licenciou para exercer os cargos de superintendente da Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Cidadania - SECID, na gestão do Senador Abdias Nascimento, Gerente de Planejamento da Coordenadoria de Projetos Especiais da Fundação de Apoio a Escola Técnica – Faetec, e assessor de Integração da Secretaria Executiva do Gabinete da Governadora Benedita da Silva.

Foi consultor do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD, em Cabo Verde, e membro do Fórum da Sociedade Civil acreditado junto ao Fundo Monetário Internacional e ao Banco Mundial, em Washington. Atuou como subsecretário de Políticas de Ações Afirmativas da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República, entre os anos de 2008 e 2009, tendo integrado e dirigido comissões e conselhos, de abrangência nacional, nas áreas de Educação, Trabalho, Direitos Humanos, Justiça e Relações Exteriores.

Ressalta-se co-relator do Acordo Bilaterial de Cooperação para a Promoção da Igualdade Racial entre Brasil e Estados Unidos. É co-autor do diagnóstico da política de diversidade étnica do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - SENAI, publicado em 2010. É “adesguiano” do XXVII CEPE, realizado em 2001, pela ADESG/RJ.

 

 

Ivanir dos Santos

Pedagogo e membro do Conselho Estratégico do CEAP, cursou Pedagogia na Universidade Notre Dame. Fundou a Associação de Ex-alunos da Funabem – ASSEAF, em 1980, e o Centro de Articulação de Populações Marginalizadas – CEAP, instituição que sempre liderou. É neste momento que passa a articular o movimento político de equidade da comunidade negra em nível nacional.

Por sua luta contra o racismo, a xenofobia e a intolerância, recebeu, em 1997, da Federação Israelita do Rio de Janeiro, o Prêmio Adolpho Bloch. Em 10 de dezembro de 1999, Dia Internacional dos Direitos Humanos, foi agraciado com o Prêmio Nacional de Direitos Humanos, da Secretaria Nacional de Direitos Humanos do Ministério da Justiça, conferido por uma comissão da sociedade civil e membros do governo.

No Brasil, fez parte do comitê de recepção a Nelson Mandela, em sua primeira visita ao País após sair do cárcere. Também recepcionou Coretta King, viúva de Martin Luther King; Alain Derzi, do SOS Racismo da França; e o Senador Jessie Jackson, personalidades da luta anti-racista internacional.

A convite de entidades como Anistia Internacional, ONU, e Fundation France Liberte, viajou para inúmeros países como África do Sul, Nigéria, EUA, Índia, Chipre, França, Suécia, Suíça, Holanda, Bélgica, Dinamarca, Áustria, Alemanha, Inglaterra, antiga URSS, Uruguai, Argentina, Chile, Peru, Venezuela, Colômbia, Cuba e Cancun, para representar o Brasil e fazer palestras e exposições sobre o mito da democracia racial e o extermínio de crianças e jovens negros.

Foi sub-secretário de Estado de Direitos Humanos, onde comandou a equipe que elaborou o Plano Estadual de Direitos Humanos.

Representou o Brasil no Fórum Internacional das ONGs para a IIIª Conferência Mundial contra o Racismo, Descriminação Racial, Xenofobia e Intolerâncias Correlatas (Durban, África do Sul, 2001). Integrando o Comitê Preparatório desta IIIª Conferência Mundial promovida pela Organização das Nações Unidas, como um dos fundadores e membros da coordenação política da Aliança Afrolatina, Americana e Caribenha, teve papel destacado no Encontro Regional das Américas realizado no Chile, em defesa dos interesses dos afrolatinos, quando, pela primeira vez, a importância deste debate é reconhecida: o Documento das Américas traz um capítulo sobre os afros-descendentes.

Em 2001, recebeu o Prêmio Cidadania Mundial, concedido pela Comunidade B´ahá’í e pela Unesco. Em 2008, junto com outras lideranças religiosas, Ivanir dos Santos funda a Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, em que foi indicado como interlocutor oficial, e lança a I Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, que levou 20 mil pessoas às ruas. A IV Caminhada (2011) teve a participação de 180 mil pessoas.

 

Vanda Maria de Souza Ferreira

Ouvidora da Fundação Petrobras de Seguridade Social – Petrus - com 43 anos de magistério, sempre participou da luta contra a discriminação. Foi diretora da Divisão de Educação e Cultura do Desipe.

Na Educação Pública, se destacou como liderança, chegando a ser a segunda secretária de Estado negra, ao assumir a Secretaria Extraordinária de Defesa e Promoção das Populações Negras do Estado do Rio de Janeiro. Foi, também, membro do Conselho Estadual de Educação, Conselho Universitário da UERJ, Conselho Municipal de Defesa dos Direitos do Negro, Conselho Estadual de Cultura e Conselho Penitenciário, além de Subsecretária Adjunta de Direitos Individuais e Presidente da Fundação Santa Cabrini.

Ainda sobre o histórico, ressalta-se a participação no movimento de valorização às religiões de matrizes africanas.

Na década de 80, foi diretora Cultural do Instituto de Pesquisas e Estudos da Língua e Cultura Yorubá (Ipelcy).

Em 1988, foi agraciada com o Troféu Xangô de Direitos Humanos pela Alerj.

 

Wilson Prudente

Procurador Federal do Trabalho, é Bacharel em Direito pela Universidade Federal Fluminense, graduado em Estudos Sociais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro  e mestre em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Federal Fluminense. Atualmente, é promotor do Ministério Público do Trabalho, professor adjunto da Universidade do Grande Rio, colaborador da Fiocruz, pesquisador-colaborador da Universidade Federal do Ceará e professor da Meritum Estudos Jurídicos.

Constrói toda sua trajetória política dentro do Movimento Negro com uma ativa militância em defesa da população negra e pobre deste País. Ao tornar-se procurador do Trabalho, sua atuação volta-se para a uma luta constante contra o trabalho escravo.

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